quarta-feira, 21 de março de 2012

We Need to Talk about Kevin

Hoje estive a ver um filme coisa que tenho feito com muita frequência ultimamente. Desta vez o meu alvo foi We Need toTalk about Kevin. Aconselho profundamente este filme mas se não gostarem de filmes assim para o esquisitos, esqueçam. Não vejam. Pelos vistos eu e filmes esquisitos temos uma relação muito próxima. O filme fala do facto de mães criarem monstros de forma inconsciente. Enquanto estava a ver o filme estava a pensar o que eu faria se eu tivesse um filho assim. Um filho que me colocasse os nervos em franja, que me fizesse dizer coisas que não queria e cheguei à conclusão que não aguentaria muito tempo naquela situação. Não suporto indisciplina a quem não conheço quanto mais aos que lidam comigo?
Porém, algo mais me assomou à mente. Após o massacre que Kevin cometeu as pessoas começaram a julgar a sua mãe pelos seus atos e eu achei isso uma tremenda estupidez porque, vejamos, nós somos influenciados pelo meio. Somos influenciados pelo que nos dizem, pelo que vemos mas somos dotados de património genético que nos confere cerca de 30% daquilo que somos e as pessoas não pensam propriamente nisso. Pensam, ah e tal não tem educação em casa e por isso é assim! Não, não é bem assim. No caso do Kevin ele era uma pessoa maldosa mesmo. Ninguém o ensinara a agir com malícia e ele agia. Era como se houvesse lá um gene especificamente codificado para isso e os pais deram-lhe uma educação digna. Eu sei que é ficção e que não passa de um  livro e um filme mas isto é pertinente. Custa-me pensar que todos nós somos monstros contidos. A nossa natureza, e sejamos sinceros, é chacinar ou muito perto disso alguém que nos desautoriza ou nos chateia. Apenas sabemos controlar-nos e pensar claramente mas, no fundo, somos monstrinhos. Não fiquem a pensar que eu sou uma espécie atenuada do que descrevi da personagem mas é aquilo que eu acho e o que eu acho vale o que vale.
Eu gosto de criancinhas e sou pior que elas muitas vezes mas se eu tivesse um filho como ele eu acho que dava em doida! Tudo bem que eu identifiquei-me com certas partes lá do filme como filha, muito poucas mas identifiquei-me e por muito que a discrepância de ideologias/formas de ver a vida sejam diferentes das da minha mãe, eu nunca faria o que ele fez. 
Se tiverem oportunidade de ver o filme, aconselho! 

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