quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

No Limite

Ora, tal como referi no antepenúltimo post, irei postar aqui o início do meu novo projeto, apesar de não ter concluído o anterior. Chamar-se-á "No Limite" isto porque a brilhante Ruth Pacheco me ajudou porque eu sou uma miséria franciscana com títulos do que quer que seja. Bem, espero que gostem e se não gostarem, façam o favor de me dizerem é que eu não mordo! Obrigada! :D

Heaven Club
Desci do autocarro e levei o cigarro à boca, expulsando morosamente o fumo que se desvaneceu mesmo à frente do meu nariz. Caminhei em passos largos até à discoteca onde as luzes de néon coloridas que avistava a partir da paragem do autocarro piscavam intermitentemente. Ininterruptamente, continuei a fumar até que me detive numa montra de roupa masculina para me recompor. Passei a minha mão pelos meus cabelos castanhos pelo pescoço, desgrenhando-os um pouco e ajeitei o meu casaco de cabedal negro. Verifiquei se tinha a carteira no bolso da camisa e a faca no bolso interior do casaco. Eu era um homem prevenido. Já tinha ido parar muitas vezes às Urgências do Hospital por facadas desferidas a torto e a direito, pelo que sempre que saía para desfrutar de uma noite movimentada e aprazível resolvia levar a minha faca caso resolvessem encetar uma rixa onde eu estivesse envolvido.
Por fim, atirei a beata do cigarro para o chão e apaguei-a com a sola do meu sapato. Dei um passo mas voltei a olhar-me. Tinha o cabelo demasiado emaranhado. Coloquei-o minimamente decente e sorri para o espelho. Estava pronto para mais uma noite de volúpia.
Sem hesitações, dirigi-me até à porta da discoteca onde o som da música alta e mexida fazia movimentar os meus dedos. Uma fila considerável acumulava-se à porta do Heaven Club. Decidi colocar-me na fila, visto que a maioria do público era feminino e possuía formas corporais que me agradavam. Para aliviar o meu hálito a tabaco, coloquei na minha boca uma pastilha elástica com sabor a menta e dirigi-me até aquele burburinho incessante onde os gritinhos histéricos predominavam.
Sorri para uma rapariga de cabelos castanhos e ondulados que lhe caíam até à cintura. Usava um micro vestido púrpura que combinava com os seus saltos altos vertiginosos negros e brilhantes. Ela retribuiu-me um sorriso caloroso e olhou-me com interesse. Os seus olhos castanhos caramelizados detiveram-se em mim, fitando-me de alto a baixo, e, posteriormente, a sua boca carnuda, perfeita e escarlate soltou um pusilânime “Olá”. Aproximei-me dela e tentei meter conversa. Porém, o segurança com uns músculos maciços, quase dois metros de altura com um semblante parecido com o do Arnold Scharzenegger, agarrou-a pelo braço e tirou-a da fila. Ainda me intrometi mas depois percebi que a rapariga não passava de uma miúda de quinze anos que queria entrar numa discoteca. Ela olhou para mim, recompondo o seu vestido, se assim lhe poderia eu chamar, como se quisesse que eu fosse ter com ela para nos divertirmos um pouco. Olhei-a com desdém e fui ter com Henry. Eu não precisava de estar na fila. Era cliente habitual e todas aquelas raparigas não passavam de miúdas ingénuas que apenas ali estavam para ver o ambiente e para tentarem ver até onde chegavam as suas capacidades de conquista.
Henry deixou-me passar e eu olhei para trás. A rapariga dos olhos cor de caramelo já se encontrava de braço dado com um homem que tinha idade para ser seu pai. Ensaiei um vómito quando vislumbrei a face perversa do homem e imaginei ambos a satisfazerem os seus desejos sexuais. Um autêntico atentado contra a candura da rapariga mas, provavelmente, ela não estava a ser obrigada. Tinha a postura de quem estava ciente do que ia fazer. Novamente, arranjei o meu cabelo e entrei na discoteca sem pensar mais naquele assunto até porque nem me dizia respeito.
Detive-me nas escadas explorando o ambiente. As luzes apontavam para diferentes ângulos do estabelecimento. Os corpos dançantes moviam-se desenfreadamente ao som da música alta e dissonante que parecia agradar aquele público pouco exigente. O ambiente abafado, pesado, quente e nauseabundo acalentava o espírito daquelas pessoas que dançavam continuamente. Todos pareciam felizes e dispostos a esquecer os problemas durante aquela noite, exceto eu. Abanei freneticamente a cabeça na vã expetativa de enterrar os pensamentos e desci quatro degraus. Apoiei-me no corrimão metálico e tentei ver se existia alguém naquele espaço que captasse a minha atenção. Não obstante, tudo o que conseguia ver era um bando de idiotas que despejava latas de cerveja em cima dos seus rostos. Ri-me da atitude e desci as escadas, contornando alguns corpos que se balançavam incansavelmente para chegar até ao bar. Infelizmente, o acesso estava obstruído e vi-me obrigado a enveredar pelo meio daquela multidão. Uma rapariga baixinha, pele pálida, cabelo negro completamente molhado e quase em coma alcoólico, puxou o meu casaco. Convidou-me para dançar mas eu recusei. A miúda deveria ter uns dezassete anos e eu tinha quase vinte e oito. Para além do mais, eu não estava ali para dançar.
Continuei a caminhar até que comecei a enxergar as luzes que apontavam para as prateleiras cheias de bebidas. Finalmente, conseguia ver o balcão em madeira maciça e, para não variar, um conjunto de bêbedos que estavam praticamente debruçados sobre o mesmo. Puxei o banco para trás e sentei-me, esperando para ser atendido.
Hillary, a mulher do dono da discoteca, assim que me viu ergueu-me a mão em sinal de cumprimento. Esbocei-lhe um sorriso. Como sempre, estava muito discreta. Discreta em demasia para trabalhar num local como aquele. Apesar do seu corpo esguio e feições de mulher de trinta anos quando tinha quase cinquenta, recusava-se a usar decotes vertiginosos e t-shirts que ostentassem grande parte da sua silhueta. Usava uns jeans já gastos, umas Havaianas esverdeadas e uma t-shirt estampada. Usava também o seu cabelo loiro solto que lhe caía em cachos até aos ombros. De certa forma, fazia-me recordar a minha mãe. Voltei a enterrar o pensamento.
Deslizou até mim e estendeu-me uma chávena de café, apressando-se a atender umas raparigas que me olhavam e cochichavam. Ignorei-as. Tinha ficado desiludido e melindrado com a rapariga dos olhos cor de caramelo e, portanto, iria ficar-me por uma pacata noite de Maio sem grandes excessos. Finalmente, o burburinho terminou e eu pude desfrutar do meu café.
Não sabia exatamente por que razão todas as noites ia para aquele local. Apesar de ser pestilento, onde se concentrava a malícia e o pecado, era o único local onde eu me sentia bem. Estava habituado a passar os dias sozinho, enfiado naquele apartamento monocromático e sorumbático sem ninguém me dirigir a palavra mas desde que tinha descoberto Hillary e Bruce sentia-me menos desamparado. Por muito que conseguisse encantar o púlpito feminino e que as levasse para o meu apartamento, não conseguia sentir-me pleno. Aquele demónio continuava a dizer-me que tinha de cumprir aquilo que tinha prometido desde que o meu pai morrera.
As lágrimas inundaram os meus olhos. Tentei controlar os meus pensamentos e foquei-me na televisão que exibia um jogo de futebol americano. Felizmente, um homem embriagado caiu em cima de mim, colmatando os meus pensamentos acerca do pretérito. Hillary, de imediato, chamou Bruce que me ajudou a tirar dali o homem balofo, levando-o para os fundos. Chamei uma ambulância e esperamos que a equipa médica chegasse o mais depressa possível. A julgar pelo estado do homem, eu diria que ele estava em coma alcoólico. Abanei a cabeça em tom de reprovação e fitei Bruce com o mesmo intuito.
– Como vocês podem dar bebida a este homem até ele não se aguentar? – inquiri, indignado.
Bruce deixou descair os seus ombros e bufou.
– Ora, se eu não lhe der, ele vai a outro e segundo esse ponto de vista, mais vale ele consumir aqui porque assim, pelo menos, dá-me lucro! – respondeu, pouco preocupado com o estado do homem. – De facto, não tens olho para o negócio. És muito veemente.
Arregalei os meus olhos tentando perceber se tinha ouvido bem o que ele tinha dito. Pelos vistos tinha e nem sequer me dignei mais a colocar algum juízo naquela cabeça. Bruce só via dinheiro à sua frente. Não duvidava que se lhe oferecessem uma boa quantia por Hillary ele não a vendesse.
A ambulância chegou pouco depois de a termos solicitado. Puxaram a maca e pediram-nos ajuda para colocar o homem na mesma. Pediram o nome do homem mas nada sabíamos acerca dele até porque nos seus bolsos não constava nenhum documento. Num ápice, desloquei-me até ao grupo de homens embriagados e abordei-os sobre o nome daquele homem. Em uníssono, afirmaram que se tratava de um tal Carl Murphy. Comuniquei-o e a equipa médica escreveu o nome numa etiqueta que amarraram no pulso balofo e peludo do homem. Fecharam a porta e começaram a conduzir ao som das sirenes a tocar.
Bruce bufou e apressou-se a fechar a porta.
– Então, rapaz, o que fazes aqui hoje? Vens ver se consegues levar mais uma garina para o teu apartamento? – interpelou em tom de brincadeira.
Sorri e caminhei ao seu lado.
– Não. Hoje não estou cá para isso. Presumo que hoje tome uma das decisões com que me tenho debatido. – comuniquei.
– Ena, rapaz! O meu estabelecimento será o palco para as tuas decisões? – inquiriu retoricamente. – Sinto-me lisonjeado.
– Oh, Bruce, não estejas porque vais ouvir falar de mim nos próximos meses e temo que não seja por ser considerado um herói.
As sobrancelhas do homem uniram-se e o seu rosto adquiriu uma expressão consternada.
– Bem, eu não te conheço há muito tempo. Na verdade, eu não sei nada de ti. Sei o teu nome, sei que tens vinte e sete anos, mudaste-te há cerca de meio ano para Filadélfia na busca de emprego visto que não tinhas arranjado na tua terra natal… Sei que não tens namorada nem tencionas ter. Preferes uma boa noite a um relacionamento sério. – Fez uma pausa demorada. – Miúdo, tu és estranho. Quando uma pessoa vai para um bar ou uma discoteca é para se divertir e não para ficar encostado a um canto, na maioria das vezes, a olhar para a televisão! Só desvias a atenção quando alguém te cativa! – Colocou as mãos sobre os meus ombros. – Tu és um jovem interessante, deveras inteligente e tens capacidade para estudar! Por que não recomeças a estudar? Tu és inteligente, rapaz! Parece que tens uma calculadora na cabeça e um dicionário! – Sorriu e os seus olhos negros fixaram o meu rosto. – Não estragues o teu futuro. É só isso que quero que reconsideres, meu filho. Eu posso não ser grande exemplo para falar, mas aconselho-te vivamente a ouvires-me.
Soltei um sorriso abafado.
– Eu sei, Bruce mas eu não tenho mais idade para estudar. Para além do mais, não tenho sequer paciência para tal e, de facto, podes conhecer pouca coisa de mim mas sabes que eu não sou má pessoa. – Sacudi os ombros. – Eu sinto-me bem aqui. Não me sinto, de todo, incompleto. Ocasionalmente procuro uma companhia feminina, é verdade, mas aqui é onde eu tomo as minhas decisões. – Senti um nó a formar-se na minha garganta. – Esta será importante e não quer dizer que seja hoje. Só sinto que terei de tomá-la o quanto antes.
Ele continuava a olhar-me com ceticismo.
– E não podes dizer-me que coisa tão importante é essa?
Baixei o olhar.
– Não, lamento. Não querendo ser ingrato nem mal-educado, são coisas que não te dizem respeito. Assuntos que não se referem ao meu presente. – Engoli a seco. – Apenas ao meu passado.
– Olha, miúdo, não tentes colocar o passado no presente. Nada vai mudá-lo. É algo com que tens de conviver e acredita que se não fosse esse passado, provavelmente, não serias quem atualmente és.
– E tu achas isso bom, é? – questionei com insolência. – Desculpa, prefiro não falar mais sobre isto. O passado corrói-me como ácido e se eu não fizer o que tenho em mente, não conseguirei viver comigo mesmo, percebes-me? Eu não consigo viver assim, portanto, tenho de fazer aquilo que tenciono.
Bruce bateu o pé com impaciência.
– Tenho medo dessas tuas ideias. Ideias quiméricas, devo acrescentar. A sério, não faças algo que te possas vir a arrepender profundamente. Aí não irás conseguir viver contigo mesmo.
Abanei a cabeça e fingi concordar com ele mesmo quando estava decidido a levar a cabo aquilo que eu já planeava fazer há muito tempo atrás. Agora que tinha oportunidade, não iria desperdiçá-la.
– Tens razão, Bruce. Acabaste de te armar em psicólogo e retirar da minha mente um plano suicida. – gracejei. – Vou ponderar essa hipótese.
Bruce esboçou um sorriso e deu-me um abraço apertado. Os seus braços fortes abarcaram o meu corpo e eu, estranhamente, rodeei as suas costas com os meus braços.
– Miúdo, independentemente do que faças, que fique claro que eu quero que fiques bem. Não quero que te metas em problemas. Sei que não sou teu pai mas eu vejo-te como um filho.
Questionei-me como era possível Bruce, um homem que ostentava um ar de poucos amigos e uma estrutura que faria alguém recuar caso ele aparecesse para salvar a pele a alguém, conseguia ser tão afável e tão humano. Às vezes, para o arreliar, chamava-o de Hulk, visto que só lhe faltava ter sido atingido por raios gama. De facto, só lhe faltava mesmo isso, visto que já possuía uma estrutura desumanamente musculada e cabelo negro como fumo dos primeiros comboios a carvão.
Ele largou-me e caminhamos em silêncio até ao local onde a música se fazia ouvir e onde os mais diversos planos de conquista eram arquitetados e levados a cabo.
Novamente, dirigi-me até ao balcão e pedi um copo de água, levando-o comigo para uma mesa que se encontrava afastada daquele aglomerado de embriagados e de meretrizes que tentavam extorquir algum dinheiro a pobres embriagados. Lamentei aquele cenário mas tinha já aprendido a lição e não me iria meter mais. Não queria mais golpes nos meus bíceps nem nos meus abdominais!
Sentei-me num dos sofás de couro negro e tirei uma esferográfica dos meus jeans. Agarrei num guardanapo de papel e comecei a escrevinhar aquilo que tinha de fazer. Numa caligrafia graciosa, apontei a primeira coisa que tinha a fazer: retornar até Mansfield e tentar descobrir se a casa onde eu tinha morado nos meus primeiros anos de vida tinha sido vendida ou não. Se não tivesse, seria ótimo porque poderia arrombar e ver o que quisesse. Se vivessem lá pessoas, arranjaria forma de entrar na mesma. Não seria muito difícil improvisar um disfarce.
Fiz um parágrafo e acrescentei mais um ponto: procurar cartas do ano de 1994 ou qualquer notícia acerca da morte de Robert Fernandez. Era algo que tinha de procurar no registo local da cidade e procurar saber de velhos amigos que pudessem fornecer-me algumas informações acerca dos seus inúmeros inimigos. Provavelmente, era o cerne de toda a minha investigação. Impreterivelmente, tinha de começar a pensar em rostos da minha infância.
Em terceiro lugar, obviamente, voltar para Filadélfia e analisar os documentos para levar avante o meu plano. Não podia chegar de surpresa e tinha de engendrar tudo para que saísse tudo perfeito.
Com um sorriso a inundar-me o rosto e o sangue a ferver nas minhas veias, dirigi-me até ao balcão e pedi um Martini. Hillary, em exíguos segundos, despejou uma generosa quantidade no copo e ofereceu-mo. Decidi, depois de ter sorvido quase todo o líquido revitalizante, encaminhar-me para o meu apartamento para começar a arquitetar tudo. Tinha muito que fazer. Tratar de passagens aéreas, pesquisar sobre velhos amigos do meu pai, possíveis inimigos… Teria uma longa noite pela frente. Num máximo de dois dias tinha de sair de Filadélfia.
Paguei a minha conta e saí pela porta dos fundos visto que a confusão era bastante menor. Senti um calafrio a percorrer-me a coluna quando entrei em contacto com a noite gélida. Apertei o meu casaco e cruzei os braços contra o meu peito. Apesar de eu estar a tiritar, mulheres e homens circulavam pela rua com apenas uma fina t-shirt a cobrir-lhe o tronco ou micro vestidos que o público feminino teimava em envergar. Arrepiava-me só de olhar para eles.
Abruptamente, o sino da igreja local bateu as doze badaladas e apercebi-me que já tinha perdido o autocarro e o próximo que tinha era dentro de quarenta minutos. Quezilado, decidi ir a pé mesmo com aquele frio glacial. Apertei completamente o casaco e enfiei as mãos nos bolsos. Absorto nos meus pensamentos, na minha vingança que tanto me empolgava, na raiva que sentia de todo aquele tempo que me fizeram tornar na pessoa insípida, asna e sem qualquer oportunidade, esqueci-me do frio. A raiva que crescia dentro de mim cada vez que me recordava daqueles dez anos em constante sofrimento e em constante luta pela sobrevivência, fazia o meu sangue fervilhar nas veias, desejando que o tempo voltasse atrás mas que eu tivesse a idade que tinha naquele momento porque, com toda a certeza, constatariam que se estavam a meter com uma pessoa que não iriam querer cruzar-se um dia mais tarde.
Uma buzina de um carro fez-me acordar daquele estado de transe. Segui-o com o olhar e constatei que era o meu vizinho que, mais uma vez, estava a trair a sua esposa com Eva, a melhor amiga de Jane. Ele fez questão de me cumprimentar, bem como Eva que estava completamente satisfeita ao seu lado. Levantei-lhes a mão e segui em frente, virando, poucos segundos depois à minha esquerda para entrar no lote de apartamentos cinzento e sem vida.
Procurei avidamente nos meus bolsos a chave. Abri a porta e corri em direção ao décimo andar, onde se localizava o meu apartamento. Introduzi a chave na fechadura e ouvi Shadow a miar em tom de ameaça.
– Ei, calma, sou apenas eu.
O gato negro espreguiçou-se e circundou-me. Peguei nele e levei-o para a cozinha, colocando-lhe na taça plástica o seu jantar. Ele cheirou e olhou-me como se não gostasse daquilo que eu tinha cozinhado. Era normal, nem eu gostava muito, quanto mais um gato… Deslizei até à dispensa e abri uma lata de sardinhas enlatadas. Despejei o conteúdo anterior e enchi-lhe a taça. Num mio mais aprazível, ele aproximou-se e começou a comer. Fiz pontaria ao cesto e retirei do frigorífico uma cerveja, pousando-a no tampo da mesa de mármore. 

11 comentários:

  1. Também acho! ahaha obrigada querida! A ver se leio isto! Agora não posso mas hei-de ler, talvez amanha!

    ResponderEliminar
  2. Não me quero repetir, mas não me deixas outra escolha! Eu adorei! *o* Mesmo muiiito! Adorei a personalidade do personagem principal, tão absorto, ausente, fechado, vingativo :p hahaha , e adorei também Bruce, ponderado, preocupado :D Está fantástico Hayley! Parabéns, again *-*
    kiss

    ResponderEliminar
  3. Adorei, agora quero ver os próximos capítulos! Envolveste-me :)

    ResponderEliminar
  4. Perfeita descrição Hayley! Adorei a forma como descreveste os locais em que a personagem se encontrava, já para não falar da personalidade =) Continua ;)

    ResponderEliminar
  5. Sabes bem o que acho. *________________________* e de nada, eheh, sempre ás ordens minha querida. ^^ <3

    ResponderEliminar
  6. Obrigada!!

    Olha li o teu texto e está demais! Adorei completamente! Parabéns!

    ResponderEliminar
  7. Bem, desta não esperava eu!
    Não consegues parar, rapariga :o
    Bem, primeiro ... adoro as tuas descrições! E a este começo foi bastante promissor.
    Algo me diz que vou gostar e bem, além disso estou com a pulga atrás da orelha!

    ResponderEliminar
  8. Adorei, é espantoso como não consigo ler estes teus 'textos' sem tentar ver através dos olhos da personagem.
    Está espantoso, tens imenso jeito :)

    ResponderEliminar
  9. Obrigada, agora acho que consigo 'aguentar' apesar de ser bastante dificil :s
    E de nada, eu gosto bastante daquilo que escreves, faz abstrair-me um pouco da realidade :)

    ResponderEliminar
  10. Começou bem este projeto. Os personagens são cativantes e ter deixado este mistério no passado do personagem fez com que o leitor tivesse curiosidade de ler cada vez mais. Este é um dos grandes segredos.
    Vai publicá-lo para o público ou para uma editora?
    Parabéns por este mais novo feito!

    ResponderEliminar

"Procura o que escrever, não como escrever." Séneca
Aviso: Não se aceitam comentários que não se relacionem com o post. Obrigada pela compreensão.