sábado, 27 de outubro de 2012

Kids Aren't Alright

Tenho vindo a desiludir-me com as pessoas mais novas, ou melhor, com as ideologias que os pais colocam na cabeça deles. Quando eu era criança, era inocente. Não havia aquela curiosidade do sexo, não havia palavrões, pois era severamente castigada se os dissesse e não havia faltas de respeito para quem era mais velho e sabia mais. Cheguei à idade do questionar tudo e todos, autoridades não eram levadas muito a sério, a não ser que tivesse analisado já, os pais não tinham qualquer tipo de idolatração por minha parte, e ainda assim me considerei uma adolescente muito pouco normal por não fazer mil e uma coisas que as minhas amigas faziam e, por isso, diziam que eu era uma "cortes" ou uma "seca". Ora, não me arrependo. Digamos que me orgulho de coisas que não faço. 
Choca-me ver desrespeito. Choca-me ver crianças preconceituosas estimuladas pelos pais! Questiono-me se um dia essas mesmas crianças que agora  gozam, não virão a ser quem gozam. Por um lado seria uma to nobre. Para verem o que custa passarem pela rua e serem-lhes apontados dedos e risadas, tal e qual como eles fazem. Sabem muito bem dizer que devem respeitar, mas e aplicar? Isto irrita-me porque eu chamo à atenção e as pessoas dizem-me: "Ah, tu és mesmo má!" Eu é que sou má? Diversas vezes me questiono se estou a ser rígida ou não, mas creio que estou a ser correta. Não sou eu quem deve chamar atenção a estas coisas, os pais é que deviam fazê-lo, não eu. No entanto, penso no que será daquelas crianças se ninguém lhes "der nas orelhas"...

5 comentários:

  1. Sinto-me exactamente da mesma maneira em relação à geração mais jovem... E eu não sou tão velha assim :\

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  2. É mesmo. Volta e meia aviso a minha irmã que certas coisas não se dizem ou que não deve pensar dessa forma.

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  3. Já leste o "A Dance With Dragons"? Eu ando a ler :)

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  4. Agora há preconceito por todo o lado...não concordo e também chamo à atenção a quem julga os outros sem saber das suas condições

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"Procura o que escrever, não como escrever." Séneca
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